30.5.08

Ingenuidades

Quando pensei neste post, assomou-me ao espírito aquela conversa dos três "efes" que caractrizavam Portugal: Fátima, Futebol e Fado.
Isso, pelos vistos, era só no tempo do outro senhor. Do fado não falo por uma questão de respeito. De "Fátima", não o faço por uma questão de falta de respeito, Tenham paciência mas só me resta o futebol que no fim de contas é algo de que percebemos todos. Tenho pena, no entanto, por ele ter tanta importância e estar tão podre.
Pensava eu, na minha pobre ingenuidade, que, na ansia de resolver o problema da perda dos 6 pontos, que não discuto aqui se foi justa ou não porque já o fiz anteriormente, o "chico-espertismo" que caracteriza o referido "clube do norte", como o seu presidente gosta de o intitular, levou a que não se tivesse recorrido da pena, evitanto que esses pontos se perdessem na próxima época ao invés desta, onde eles já não faziam falta nenhuma.
Pensava eu que as consequências de tal acto em sede da UEFA, nomeadamente no que diz respeito às condições de admissão do referido clube, não teriam na altura sido pesadas resultando no que eu, injenuamente, pensei ser um lapso.
Pensava eu que a legislação sobre o efeito do envolvimento em casos de corrupção nas admissão às competições da UEFA, tivesse sido causada pelo facto de o A.C.Milan, clube condenado por corrupção em Itála tivesse sido aceite nas referidas competições e entendesse a Uefa, criar mecanismos para que tal facto não voltasse a acontecer.
Pensava eu mas já não penso.
Felizmente, pude ver a situação devidamente explicada em artigo de primeira página no jornal "O Jogo", orgão central do FCP. A razão do não recurso da perda dos tais pontitos, os mesmos que o Belenenses perdeu por ter feito um jogo com um jogador mal inscrito, não se prendeu com o facto de não servirem para nada neste campeonato e como tal serem dispensáveis, mas sim, para ficarem com mais tempo para recorrer na UEFA que é muito mais giro.
Recorrem na firme convicção de que o caso passado com o A.C.Milan servirá como precedente à sua argumentação.
Aí eu começo a pensar: "Pera lá. Essa legislação não foi feita exactamente mais evitar mais casos no género?". afinal não.
Na sua genialidade, e referida equipa de advogados que assiste o clube nesta querela já tinha antecipado esta situação pelo que resolveu mandar a nossa justiça meter os seis pontos no "...", só para ter a certeza que ia ganhar o outro caso que ainda nem se perfilava.
Ser do porto tem as suas vantagens. Vai-se ganhando umas coisitas e tal, mas também tem que se engolir cada sapo...

20.5.08

Desabafos


Poder-se-à dizer que com o mal na casa dos outros podemos nós bem. No entanto, quando existem coisas que me revoltam sobremaneira, o que me resta é destilar um bocadinho de veneno neste cantinho convenientemente criado para o efeito.


Não me considero, nem racista nem hipócrita. Às vezes, as duas coisas entram em conflito.


Temos uma população, convenientemente baptizada de "de raça africana" que passa a vida e dizer-se "discriminada", vitima de racismo, sem igualdade de oportunidades. Temos partidos politicos e organizações humanitárias que dizem "aqui d´el rei" sempre que um grupo de animais de raça "Indo-Europeia", resolve dar umas cacetadas nalgum da outra, anteriormente referida (Desculpem lá, mas a partir daqui vou falar em brancos e pretos que dá muito mais jeito. Sem ofensa nem para uns nem para outros).


As razões nem sequer interessam. Se é um grupo de brancos a bater num preto, de certeza que á racismo.


Vivo numa zona em que a população tem vindo a ficar nos últimos tempos uma mescla que até podia ser interessante, não fora o facto de entretanto se sentir fortemente o problema dos gangs (Quem estará lembrado daqueles dois putos que foram mortos na rua... Um deles era colega da minha filha) e, por outro lado, chamarem racistas às professoras quando eles os chamam à atenção por comportamento incorrecto.


Neste momento, já controlam as escolas da zona e aí de quem tocar num que vêem logo todos atrás. Isso não é racismo se acontecesse ao contrário é que era.


Temos portanto que; Racismo é quando um grupo de brancos bate num preto. Quando é ao contrário, é... outra coisa qualquer. Digo isto, porque, apesar de ser o que acontece na maior parte das vezes, não aparecem os tais partidos politicos, nem as tais organizações a protestarem e a culparem o governo.


Revoltou-me ver as noticias do que está a passar na África do Sul. Lá mata-se gente cujo único crime é querer fugir da miséria no sitio onde nasceram, que é o quê? Exactamente a mesma motivação que trás para cá a franja mais "morena" da nossa nova população. a diferença é que cá, como somos "civilizados", temos que aturar tudo e mais alguma coisa senão somos acusados e presos. Lá, Já vai em vinte e dois mortos nos últimos dias, com requintes que chegam a pegar fogo a um ser humano, e ninguém dos supostos moralistas diz o que quer que seja.


chateia-me...




10.5.08

Mudam as moscas...

Começo a escrever estas linhas, no dia que alguém considerou "Histórico para o futebol português". Pessoalmente acho que mais uma vez, a montanha pariu um rato e ainda por cima, as ratazanas ficaram menos controladas. Já tudo se falou e se escreveu sobre o referido tema.
Toda a gente sabe a vergonha que têm sido os últimos anos do futebol português e é sintomático que se diga que as investigações sobre o assunto têm carácter geográfico. Vá-se lá saber porquê...
Duas perguntas ingénuas:
qual a lógica à sombra da qual se considera ter havido corrupção consumada no que diz respeito à pessoa do árbitro (corruptor passivo) e no caso do envolvido dirigente desportivo (corruptor activo), a realidade já não é a mesma? Se o corruptor passivo se corrompeu a sí próprio (uma vez que , pelos vistos o referido dirigente não o fez), não passa ele mesmo a gozar de ambos os estatutos? Estou baralhado...
Na prática, com a sansão aplicada, "sua santidade" está impedida de representar o respectivo clube nas reuniões da liga, de se sentar no banco de suplentes (coisa que ultimamente já nem faz) e de frequentar as instalações desportivas em dia de jogo (balneários ou relvado). Por outro lado, não está ele muito mais à vontade para as actividades em que é reconhecidamente (embora não de uma forma consumada) especialista, uma vez que não tem estatuto de representante do clube? Parece que nem sequer é liquido que não possa celebrar contratos em nome do clube. Continuará assim a poder desviar belas fatias do valor das transferências para a sua continha num off-shore qualquer ?