Começo a escrever estas linhas, no dia que alguém considerou "Histórico para o futebol português". Pessoalmente acho que mais uma vez, a montanha pariu um rato e ainda por cima, as ratazanas ficaram menos controladas. Já tudo se falou e se escreveu sobre o referido tema.
Toda a gente sabe a vergonha que têm sido os últimos anos do futebol português e é sintomático que se diga que as investigações sobre o assunto têm carácter geográfico. Vá-se lá saber porquê...
Duas perguntas ingénuas:
qual a lógica à sombra da qual se considera ter havido corrupção consumada no que diz respeito à pessoa do árbitro (corruptor passivo) e no caso do envolvido dirigente desportivo (corruptor activo), a realidade já não é a mesma? Se o corruptor passivo se corrompeu a sí próprio (uma vez que , pelos vistos o referido dirigente não o fez), não passa ele mesmo a gozar de ambos os estatutos? Estou baralhado...
Na prática, com a sansão aplicada, "sua santidade" está impedida de representar o respectivo clube nas reuniões da liga, de se sentar no banco de suplentes (coisa que ultimamente já nem faz) e de frequentar as instalações desportivas em dia de jogo (balneários ou relvado). Por outro lado, não está ele muito mais à vontade para as actividades em que é reconhecidamente (embora não de uma forma consumada) especialista, uma vez que não tem estatuto de representante do clube? Parece que nem sequer é liquido que não possa celebrar contratos em nome do clube. Continuará assim a poder desviar belas fatias do valor das transferências para a sua continha num off-shore qualquer ?

2 comentários:
Bem, na verdade detesto futebol. Não o desporto em si, mas a palhaçada. Enquanto os adeptos não abrirem os olhos, a situação não mudará.
Ora viva meu caro de amigo, tenho andando um bocado desligado do mundo do bloguer devido a problemas de saude, mas estou de volta a ver as novidades por aqui. Continuas com a "casita" bem arrumada como sempre, tens o trabalhinho de casa bem feito como é costume.
Bom fim de semana.
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